Bem-Vindos....

Bem-vindos todos os desavisados e os mais avisados...Que estejam com as mentes e as pedras em prontidão para se lançarem ao pequeno Universo de Idéias que os convido a permanecerem só um pouco...

Wednesday, May 06, 2009

Crônicas de Bate-Papo – Mais Uma História Por Aí


Em tantas histórias que todos os dias temos diante de nós, que as vivenciamos, mais uma que podemos nos identificar. Sem código de barras nem tradutores simultâneos. Descobrimos com o tempo, na sua relatividade preguiçosa ou na nossa ansiedade histérica, que dividimos espaços com outros convivas. Surpresa! Você não é uma ilha e se fosse estaria cheia de turistas e nativos usufruindo suas riquezas naturais. Encare os fatos, somos seres fraternos. Mesmo em nossas rusgas, encontramos algo tão raro e precioso: amizade. Entre tantos particulares de cada um – veja isso numa redundância proposital – desdobram dos mais estranhos aos mais simplórios, temos como uma pequena tropa armada resguardando nossas fronteiras pessoais. E nessa troca mútua, estamos presentes para sermos o primeiro atacante do time ou o último defensor da meta final. E somam-se personagens. Alguém os colocam nas nossas histórias.
Como exemplos totalmente atípicos, apresentam-se os amigos diversos. No arquivo pessoal surge o Dj Samurai, rei dos pratos, ensinando o que é minimal, vinis, acetato, plásticos, mp3 a rodo vindo dos confins do Oriente, hoje cidadão do (sub)mundo caminhando do alto das coberturas até o subsolo sem perder o corrosivo humor, diplomaticamente, irônico atrás de crescimento pessoal, profissional e uma boa dose do que vier. A espontaneidade é o segredo que ele faz questão de dar como uma benção aos que ele aceita no seu círculo nada restrito.
A lista continua, puxa-se pela memória O gigante com coração enorme que pesa pela sua sensibilidade. Musicista amador e estudioso, mas pouco praticante; engenheiro profissional responsável pela segurança no trabalho alheio, tendo um alvo no peito por causa dos erros de um qualquer. Todo mundo erra. Tem um “bunker” com todos os discos do mundo, onde nem a sua banda preferida, escolha uma qualquer, ele terá, independente do formato, e os integrantes dela nem saberão que existe. Já foi alvejado pela vida, apedrejado, mas teve a consciência de mirar o horizonte, sacudir a poeira e ainda sorrir como um bandoleiro. Daqueles que povoavam os nostálgicos filmes de “cowboy” que John Wayne protagonizava. Isso! Ele lembra o próprio.
Vamos seguir a busca. Há O professor ensinando o novo mundo para os seus pequenos. Sua herança maior. Seu orgulho. E também aos seus alunos, bacharéis, com seriedade e nas mesas dos jantares menos formais, numa mistura entre adultos-crianças, ele é o abre-alas das piadas em cima do primeiro a despertar atenção. O futuro dirigente do clube do povo.
Há o quase jogador cômico de mãos pequenas como um dinossauro( ouça T-REX, Marc Bolan se puder) e seu companheiro o mais pop britânico brazuca enfrentando os crimes de sexo numa caça ininterrupta atrás de todas as mulheres do mundo, se possível numa conquista barata sem perder o bom humor mesmo diante de uma catástrofe.
Passemos para uma nova pasta de arquivos, os irmãos, The Blues Brothers, ogros, obesos, beberrões, como se Asterix e Obelix, com sua aldeia de gauleses irredutíveis, os levassem para enfrentar o exército romano de César e com a mesa farta cheia de Javalis recheados e tonéis de cerveja, ouvem os bardos desafinados que os cercam nos banquetes dos finais de semana num pagode na contramão. Irmãos que a vida arranjou.
E de tantas amizades também encontrei o amor como união entre duas pessoas. Com nome, identidade, foto, vestido, corpo e uma coleção de sapatos surpreendente assim como seu gênio. Foram anos para que se visse a luz no meio de uma multidão indo e vindo. De colegas de faculdade para a faculdade de cada um na vida. Numa corrida maluca. De um lado, Penélope Charmosa, de outro um Peter (nada) Perfeito. E como uma fotonovela, os protagonistas se tornaram amigos e de amigos passados formaram um casal, descobrindo que eram não dois, mas uma dupla de criação de casos, amores e de novas histórias que fazem juntos. Amigos, irmãos, namorados, amantes, como homem, como mulher, como um amor. E para tantas outras histórias que vier.

Sunday, May 03, 2009

Na Incerteza da Certeza


(segunda parte de A certeza na Incerteza)


E continuo sabendo menos que eu poderia fazer. Que por tudo que se passou, você ainda é o meu assunto preferido se renovando dia a dia, minuto a minuto mesmo com a distância que você faz questão de frisar ou dos problemas que eu consiga, incrivelmente, criar.
Mesmo assim vou apostando cada ficha minha, uma sobre a outra, com apostas cada vez maiores para ganhar a próxima rodada. Você é meu grande prêmio. Sei que a única certeza que tenho é que nada é certo. E que os meus erros serão menos bizarros com o passar dos tempos. Permaneço sim com a certeza do que sinto, que a levo comigo ao fundo do oceano como um peso amarrado numa corda envolta do meu pescoço. Ainda tenho no meu vocabulário todos os apelidos que dei para você escolhidos em momentos onde estávamos nus além do físico. As cores que jogo nas paredes, nos muros, nas persianas das casas, nas telas vazias ainda não conseguiram preencher todos os desenhos em que você aparece como uma musa. Pode parecer engraçado, cômico. Patético. Tudo que eu faço. Mas tenho nas mãos essa paleta de cores prontas. E os dias passam sem que eu permita, transformando o futuro que nos aguarda num marionete rebolando em cada esquina. Mas o certo é que se o presente que nos uniu está deixando-nos para trás, passemos com uma velocidade absurda a sua frente e cruzaremos a linha final desta competição. Descobriremos muito mais sobre nós do que já sabemos. Nesta incerteza da certeza que te amo. Mais uma declaração a mais...