Bem-Vindos....

Bem-vindos todos os desavisados e os mais avisados...Que estejam com as mentes e as pedras em prontidão para se lançarem ao pequeno Universo de Idéias que os convido a permanecerem só um pouco...

Sunday, December 27, 2015

O Circo está Vazio

         
              O circo está vazio. No meio do picadeiro o palhaço com sua pintura saturada, seu gorro com um pompom no topo finalizando o cone, suas roupas cheias de babados, coloridas, círculos exagerados, sapatos enormes quase pés de pato,observa sob o holofote direto em seu rosto, a platéia nula. Cada pedaço da arquibancada preenchida com a escuridão. Não se ouve a música, nem o apresentador, nem o chacoalhar de sacos de pipoca ávidos por mãos esfomeadas. O circo está vazio!
            Lágrimas começam a desenhar em cima da lágrima desenhada na pele branca do palhaço que olha firme pra o nada. Esperando algo. Vendo que perdeu algo. O palhaço pensa. Analisa. Perde-se na sua fanfarrice. O que fizera de errado? Qual a parte do espetáculo que ele esqueceu? Pelas poucas vezes tentou seguir um roteiro sem improvisar, sem dar uma presepada. E  enxurradas de vaias, o deixaram atônito.
           Ele sorri quando tudo desaba ao seu redor. Ele tenta, esforça em fazer do caos o melhor para todos. Não esconde, mas guarda as angústias, os lamentos, as tristezas para o outro se sinta melhor. Não é um sacrifício e sim é uma doação. Acha que faz as coisas do modo certo, da maneira menos nociva. Ajuda um, dois, três numa contagem até regressiva evitando explosões do canhão do homem bomba, que está ausente.
            O que fazer quando o palhaço perde sua função!? O que o palhaço pode fazer quando ele perdeu a sua função? Ele está com a boca caída, mãos entrelaçadas,pernas cruzadas em cima de um banquinho de madeira amarela. Pensa, pensa...
            Deduz absurdos, conjectura idiotices. Nada além do que seu ânimo exacerbado já lhe proporcionou. Pensa que o mal que conhece é melhor que o mal desconhecido. Que suas fraquezas, suas inseguranças foram abertos ao público na sessão da matinê sem avisá-lo. Sem seu consentimento. E quando ele se deu conta o circo já estava vazio.
             A aliança que o sustentara na felicidade foi devolvida nas amarras de seus erros. Hoje é um daqueles dias que foram se somando a outros. A solução dos problemas que achara que estava administrando para todos. Causando alvoroço na risada histriônica. Na contrapartida da alegria das crianças. A sua razão de estar no picadeiro.
            O palhaço para alguns causa medo. Mas dessa vez ele está com medo. Quando vai ao camarim, todos os dias e tira sua maquiagem vê cada cicatriz que seu rosto tem pelos golpes que sofreu. Ele engole cada resquício de desaprovação para justamente ter o prêmio da alegria do que chama  de seus pequenos. Será que é isso que ele esconde? Que ele protege?
            A lona ainda está estendida, mas o vazio o devora. Apostou muito nisso. Deixou as bilheterias abertas até altas horas para que adentrassem. O espetáculo encerrou e ele não pode fazer nada. Sem a devida platéia. Sem a razão do que. O palhaço está chorando sob a lona que treme com o vento. O único som que ele ouve. E que aos poucos também se vai.

Então ele se levanta com as dores que são maiores que a física, anda com passos atabalhoado por causa do desequilíbrio de seus sapatos, chega onde sta o holofote e o desliga. Nunca o silêncio foi tão ensurdecedor.

Sunday, August 30, 2015

Crônicas de Bate-Papo: Em Fogo

         
          O fogo representa da melhor forma os sentimentos. De uma maneira bem poética. Até idílica. Para alguns, até idiota.
            Podemos tê-lo como a agressividade da ira. Pode ser mais intenso como a paixão. Mais devasso nos desejos. Afrontar tabus. Enfrentar situações. Ódio e amor, lado a lado dependentes um do outro. Tente fechar os olhos e o sinta esquentar suas mãos, suas extremidades, seus pensamentos, sua respiração. Fique febril. E não entenda ser algo idiota assim. Não seja frio.
            Com os 40 º graus afligindo além do corpo, a consciência, causados por fatores adversos ao seu contexto. Sua vida colocada numa  encruzilhada de contos de fadas. Cheias de bruxas outrora fadas, duendes como amigos, anões pela dimensão diminuta de suas índoles, gigantes pela generosidade dos atos de alguns, florestas intransponíveis que emaranham sua flora travando nossos caminhos, castelos belicosos que escondem em cada canto uma armadilha. Dias quentes no fervor do momento, mesmo nas estações úmidas e frias. Dias quentes que vão além do clima.
            Fogo. Estar em chamas. Estar bravo. Estar amando. Mais que uma chama. Uma labareda. Exalando uma energia. Um calor insuportável como o de um Sol. Fogo no olhar. Fogo de quem ama.
            Você já se deparou nas esquinas com as pessoas que tem a maldade no olhar. Um fogo que sai dos olhos passam pelo corpo até promoverem atos. Agressividade. Com o tempo muitos reconhecem esse tipo de fogo, desse olhar. O evitam. O afrontam.
            Também já há o olhar que queima quando nem o encaram. O olhar flamejante de desejo. Volúpia, lascívia. Que quando se chocam com os seus promovem o poder de uma supernova. Movem mundos. Criam estrelas. Disparam cometas. Sim, pode dizer, que idiota. De novo, entenda esse fogo. Deixe ferver.
            Não há relação morna que resista a uma rotina fria e distante. Não há porque viver extremos. Na beira do abismo. Mas porque não incendiar a mesmice? Colocar gasolina nos entulhos que a vida deixa embaixo da cama, nos cantos da sala de estar, no vão da geladeira com a parede. Os gritos e desavenças dos problemas do convívio com os outros lhe fazem engolir a seco os piores remédios. Estes com o passar dos anos tornam-se placebo. Engodos. Lâmpadas de led que não esquentam; esqueceram a lareira que está ali a sua frente inerte.
            Coloco fogo na sua vida de maneira positiva. Não jogue fogo em você. Mas no seu jeito de viver. Como um jantar flambado. Um drink. Experimente. Exploda como um vulcão dormente que surge em ebulição após anos.
            O fogo irá queimar tudo. Seu oxigênio. Seu ar. Dando-lhe vida e acabando com o frio dos seus dias. Queime com esse fogo dentro de você aprendendo amar.
            Alguém tem o seu fogo nas mãos levando ao coração. E você verá as chamas.

            

Monday, June 15, 2015

Quando canção

         
             Dessa vez não tinha controle sobre as coisas. Estava curvado, com o joelho direito encostado no chão sobre poucas gramíneas úmidas. Os braços caídos ao redor corpo e a cabeça baixa com os olhos fechados. Respirando pesado. E lentamente abri os olhos e deparando com o céu nublado. Olhei para cima sem erguer a cabeça.  Estendi a mão direita e juntei o polegar com o indicador e peguei algo que estava no ar. Parecendo um ponto, um pequeno quadrado. O peguei na ponta desses dedos e desci o céu que se abriu. Era como deslizar um zíper. Um sol radiante explodiu diante de mim.
            E como já disse, não tenho controle mais das coisas. Sempre eu componho as trilhas que ecoam na frente de todos. Não crio as rimas que expressam e impressionam o que eu tenho a dizer. A poesia que quero sensibilizar. Nem a marcação com o pé de como levar a melodia. O baixo com sua levada. Ou as cordas suaves dedilhando, mas com peso que minha personalidade exige. Tenho como interpretes, anjos nas cordas que nada lembram cítaras ou harpas, demônios, dando o ritmo e super vilãs com suas roupas minúsculas, com personalidades fortes cantando.
            A música é regida a partir do primeiro passo que dou passando por ruas e pisoteando nas frases que rimam bem à frente. Florescem imagem de desejos e vontades. Oportunidades se abrem com portas nas asas reluzentes de borboletas e seus efeitos. Não controlo nada. Entendo pouco, mas sou embalado com a melodia.
            A letra é forte, um tanto melodramático algumas partes. Não concordo com a temática, com a forma e nem o conteúdo. Não faria assim. Usaria outros elementos e eliminaria os excessos. Observo com atenção aos demônios que encaram com deboche, enquanto as vocalistas se revezam como tantas outras e tem a mesma voz. De quem eu gosto de ouvir. E com o olhar sob as máscaras que enfeitiçam. Não dou mais atenção à canção até que uma guinada como um bólido advindo dos céus, os anjos, solaram suas guitarras. Estou perdido, por isso corro em círculos como se dançasse sozinho. Desse modo, sozinho.
            As rimas se complementam, se repetem. Eles chegam com essa onda sonora toda o que eles consideram como refrão, porque é a parte mais forte, o clímax, a parte onde há a mensagem que a de ser toada algumas vezes gruda como a goma de mascar que acabo de pisar. Um sucesso, diriam.
            Mas não controlo toda essa obra. Não sou o maestro, o autor, o compositor, nem o músico. A letra dói. As palavras chegam a machucar falam do homem parece que anda só de preto, de calças rasgadas, que tem a cabeça quente que é ignorante, que perde a razão fácil. Porém há momentos que fico emocionado, onde o meu lado não tão sórdido ou obscuro está. Sou pai, sou amável, criativo, sou amado, sou apaixonado, sou mais que eu imaginava.
            E nesse instante o dia acaba. Anoitece. A música vai terminando. Agora estou em pé e a vida está normal. O trânsito intenso, as pessoas apressadas. Muitos rostos e sou apenas mais um. Mais uma canção foi feita.
           

            

Monday, April 20, 2015

Algoz

                 
                 
                  Eu só senti o golpe no rosto. Não vi da onde. Nem de quem. E muito menos o que.
              Não tive tempo de me proteger. A luz forte direto nos olhos me cegou. Desequilibrei-me. Dois passos para trás e abaixei a cabeça por instinto. Não deu tempo de erguer os braços ou firmar a base das pernas e lá veio outro golpe certeiro no nariz. Fui jogado para trás e colidi com o muro. O impacto atordoou, quase desmaiei, afrouxando as pernas com o joelhos para dentro fui caindo como um marionete. Que despenca das cordas que o comandam. Cai com a cara voltada para o lado.
                Percebi que "apaguei" por um tempo. Tempo suficiente para perceber que estava olhando para cima, vendo as luzes fortes todas voltadas para o meu rosto e sendo arrastado pelo chão. Não conseguia me mexer. E quando fazia a menção reflexiva de qualquer movimento, era rechaçado com um safanão  pela gola. absolutamente submisso. Totalmente imobilizado.
              Fiquei nesse tempo pensando em tudo que tivera feito. Dos erros, dos acertos, dos consertos meia-boca que emendei na vida. Nas relações ruidosas que acabei provocando e sendo provocado. No pisar em ovos e o quebrar de pratos que culminaram com horas de solidão junto às cordas de nylon do violão até desafiná-lo. Incrivelmente nesse momento, nessa situação passiva me vi ao lado. Observava o trajeto do corpo sendo arrastado sem fazer muita força em desvencilhar-lhe. Lembrei do meu cachorro, uma cruza de chow chow com pastor alemão, seu pelo alto e porte robusto. Forte, feroz e bobo. Um amigo que muito me ouviu quando chegava em trapos por aventuras bem sucedidas ou bebedeiras incompreendidas. Jogado no piso cimentado como o homem vitruviano. E o seu carinho vinha com lambidas no meu rosto. Ouvinte assíduo dos choramingos. E amigo que tinha liberdade de derrubar-me com sua força exagerada colocando ordem na cabeça avoada.   A luz cegou com maior intensidade agora! Paramos, pelo visto. E o coração em erupção.
           Fui vendado. Um pano ou tecido socado na minha boca. Fui erguido e com um pontapé dobraram minhas pernas e eu sentei. Aquele pano não me deixava respirar. Não conseguia ver. Mãos atadas para trás. Ansiedade e pânico mal dosados. Quero pensar em coisas boas ou em até coisas ruins. pensar em alguma coisa. Não há tempo. Uma sequência ininterrupta de golpes vindos da direita e esquerda se fazem presentes como palavras num discurso verborrágico. Como se gritassem na minha cara a ponto de sentir a saliva alheia escorrendo na minha cara.
                Mas de repente parou. Abrupto. Sendo até mais chocante e agressivo.  E o calor da boca se aproximou do meu ouvido e sussurrou: "entendeu?!" Acenei afirmativamente com a cabeça, quase de imediato. Rendido.
            E a venda saiu dos meus olhos, mas não os abri. Minhas mãos soltas. Suavemente fui erguido ficando em pé. Um pano molhado passado no meu rosto refrescando a pele machucada.  

        Finalmente, consegui abrir os olhos. Ouvir a voz feminina. Ver o sorriso iluminado. E descobrir que não há defesa ao amor sem medo de se machucar. Sem medo de conquistar. 

Wednesday, February 25, 2015

O Homem que pintava estrelas no céu

         
          Ele estava na rua, à noite, por volta das 22:00 horas, admirando o céu escuro. Movia-se o céu com uma velocidade média, onde nuvens púrpuras que escondiam o brilho das estrelas espalhadas. Parecia que estava num enorme planetário admirando a projeção das imagens. Cantarolava versos de poemas que pipocavam em sua língua como um bardo. Sozinho na rua pouco movimentada, onde os carros que aceleravam nas duas mãos da via, alardeavam, mas que subitamente sumiam ao dobrar a esquina próxima.
            Parado. Esquecendo do mundo ao seu redor e como no planetário, girando seus olhos pelo vasto teto infinito. A vida ao seu lado nada era a não ser esboços em branco de desenhos sem cor. As ruas eram apenas linhas paralelas mal aplanadas, que o conduziam, o asseguravam de não cair dentro do branco total. Luzes dos postes faziam traços perpendiculares que não chegava a tocar nas linhas paralelas. Mas sobre sua cabeça, erguendo-a bem e encarando o céu escurecido, estava toda a cor que ele expressava num sorriso sincero cerrando os olhos e abrindo os braços como um redentor.
            Vestia roupas sóbrias. Camiseta, calça jeans, botas, cinto e exalava o perfume da essência do êxtase. Ao se deparar com esse enorme painel, deslumbrou as estrelas. Pequenos brilhos ofuscantes que ele admirava. Pegou uma caneta esferográfica do bolso direito da calça e uma moeda caiu ao chão num tom agudo, fino, soou e correu pelas linhas paralelas sumindo seu brilho prateado. As estrelas ora escondidas ora reaparecendo, fitavam os glóbulos oculares de quem enxerga as cores. Com sua caneta criou hachuras sobre elas. Sombras com efeitos maiores, onde a quantidade, a espessura e o espaçamento entre as linhas as enfatizavam, criando a  doce ilusão para ele. Onde ele observava a imensidão sem fim seguindo as linhas tracejadas dos seus formatos. Com a mesma caneta, ele mudava de cor cada uma das estrelas. De vermelho utilizando linhas leves, espaçadas, distantes; verde que eram feitas por duas camadas de linhas densas e perpendiculares. Tudo resultando numa imagem mais precisa, mais realista. O azul era pincelado em traçados curtos, interrompidos.
            Passaram-se algumas horas e o céu foi se modificando. As cores agora povoavam sobre sua cabeça a cada estrela pendurada no seu telhado particular. O homem pintava estrelas que lhe acalentavam. Que o faziam cantar. Ele abaixa a cabeça, guarda a caneta de novo no bolso, agora, de trás e observa o chão. Há cores distribuídas não uniformes. Não há um caminho de tijolos amarelos, nem listras permitindo ou não sua passagem. Há cores diversas com tamanhos e volumes que o faz deslizar pela rua.

            Ele não precisa ter sonhos. Ele pode criá-los sob a batuta das estrelas. 

Tuesday, January 27, 2015

Aura de Arame Farpado

           
             Ele não sabia o que encontrar. Fosse o que fosse, a vida pregaria uma peça, faria uma piada, como já tinha feito inúmeras vezes. Na pior das hipóteses, uma anedota. Mas ele encontrou muito mais que isso. Por meio de muitos gestos de maldade, se viu diante do apoio de pessoas que o impulsionaram para cima como um rojão sendo arremessado ao céu e explodindo a certa altura. O seu espocar difundiu-se nas cores químicas misturadas. Fogos de artifício se tornaram sua personalidade reavivada.
            Contudo, a incansável falta de jeito aos maledicentes, continua provocando a sua reação. Nascera um tanto emocional demais. Visceral, por assim dizer. Mesmo na timidez da infância e na insegurança da adolescência corroia dentro de si uma fúria quase indomável. Quisera ser menos o que mais fora: passional. Mas como não cessam, atualmente, as provocações, então que elas venham com mais ímpeto, pois ele, de repente, encontrou não a saída, nem o plano de fuga qualquer; encontrou a si mesmo sendo muitas vezes levado por outros braços.
          Compreendeu, com certa dificuldade, que o mundo não é feito de fantasias, de prazeres intermináveis e de amigos em prontidão. Entendeu que o preço pago é alto para quem não leu as regras do jogo em cada fase da vida. O tabuleiro muda. Os dados são trocados. Um novo baralho é aberto. E se viu diante de caras e bocas que nada diziam além de sorrisos escusos e beijos molhados. Descobriu amizades que não o queriam. Amores de diversas formas que o fizeram realmente amar. Um processo diário. Doloroso. Único e só seu.
        Algumas vezes lhe colocam na parede não o sufocando, mas realmente o colocam esticando seu corpo e martelando pregos nas mãos e nos pés, deixando rente tal qual um tapete persa. Ou nos momentos de apreensão, como um pano velho puído. Ele ouvia calado. Hoje ele ouve, só que não espera calado. Todo ser pode ser peçonhento. Uma víbora que desliza entre o chão, esconde-se pelos cantos e quando se sente ameaçado, dá o seu bote.
      Mas toda a moeda paga tem seus dois lados. Exemplo mais clichê impossível. E ele age de modo clichê. O ser humano é assim. E nesse outro lado há a leveza delicada  e sensível de quem se emociona com o filho e o abraça dizendo que é tudo para ele, ou que balbucia as onomatopéias dos primeiros anos sorrindo com os olhos vidrados nos dele, com a audição da ária Nessum Dorma, executada com esplendor pelo saudoso Luciano Pavarotti, ou a energia de novos sons que tem por hobby pesquisar, de uma cena entre famílias num filme que reflete a sua, a mãe e toda sua força e tudo aquilo que ela merece, porém não pode dar-lhe, o pai com suas ações e decepções, assim como ele próprio agiu e decepcionou, uma declaração de amor de quem o enche de felicidade, de declarar seu amor a quem abriu não só o coração como a sua cabeça. Quando se percebe que se tem muito e não se pode abater pelos reveses dos adversários do dia a dia.
            Ele agora sabe o que lhe ferve o sangue não é essa fúria incontida; é o amor.   
           Quando amar nada é a não ser tudo.